Brincadeira de criança;

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Se lembra das brincadeiras de criança quando a gente fingia vender coisas? ”Oi fulaninha, quer comprar uma bicicleta?”. Aí a outra criança com a mesma voz fina dizia ”Oi senhor, eu quero, quanto custa?”. Nessa mesma brincadeira saía uma discussão no meio por um querer ser mais controlador que outro: ”Ai, não é assim, já falei, você fala isso, isso e isso.”/”Aí você diz isso que eu digo isso.”/”Aí você vai lá e pega o dinheiro.” Numa dessas noites meio geladas e meio quentes eu voltei pra casa refletindo nessa coisa infantil e pensando no quanto a gente quer controlar, mandar, ordenar. É visceral o desejo de querermos que as coisas sejam como brincadeira de criança, onde a gente controla a nossa fala, a fala dos outros e onde a brincadeira vai terminar. ”Cansei, não quero mais brincar.” Hoje mesmo eu estava cozinhando e pensando no que eu conversaria, com quem eu conversaria, que elogios o prato renderia, que elogios o vinho renderia…E por fim rendeu-me apenas louça pra lavar. ”Agora, amor, você diz que me ama.” E agora Roberto…não sei!

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