Matei.

Padrão

Hoje eu resolvi matar. Numa aula de Tratamento e Análise de Dados e Informações. Peguei um lápis, risquei o mesmo bloco que abriga tantas coisas escritas no meio das aulas mais desinteressantes do mundo. Contornei, peguei umas canetas de uma amiga e finalizei. No desenho estão todas as pessoas que atormentaram meus sentimentos e me fizeram escrever desenfreadamente. Talvez eu pudesse usar o tamanho de cada cabeça cortada pra mostrar a relevância, mas quanto menor a cabeça, mais preocupado eu estava com os detalhes. O machado é fictício, as palavras são machados. (Também são farpas).

Sem título

O desenho em primeiro plano, eu cortando o Mickey de saia é uma clara alusão a uma das grandes merdas que já fiz na vida. Mas já fiz. Veio uma ideia na minha cabeça: porque não criar o ”Matando o Passado”? Não sei se alimentarei-a da mesma forma que alimento esse blog. É um caso a se pensar. Ideia essa claramente inspirada no ”Matando Carpinejar”, da Cinthya Verri. Aí me veio a fala dela no Jô Soares. Aí eu respirei fundo e continuei prestando atenção na aula, eu já morri várias vezes, hoje foi o meu dia de matar.

PS.: Eu também tentei matar um dos meus demônios, afinal, nós temos vários. Mas acho que a gente tem que aprender a conviver com eles pra superá-los.

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