Pássaro.

Nota

Na condição de pássaro, fugiu.
Tentei buscar então, dentro do peito
Aquele mesmo barril…não encontrei.
É a ebriedade do álcool,
É a paz dentro do terror,
É como o mar circulando meu corpo…
É reto, é torto.
Quando você em meu abraço,
Quando você em meu laço,
É fogo que vai aos olhos,
É pimenta nos lábios,
É sonho.
Como Cabral em busca das índias,
Errei-me até chegar a ti,
E veja: nunca mais consegui sair.
Prendi-me a tua nau
Quis teu tesouro, quis sê-lo!
E você tomou uma decisão cabal:
Aquela de não ouvir o meu apelo.
Como abelha presa ao favo
Eu prendi-me nesse teu peito.
Mas que embaraço!
Eu sou mais alguém ao seu lado,
Eu sou um grande desrespeito!
Esse foi um erro sem precedentes
E quais são nosso procedentes
Se não eu aqui e você aí?
Eu aqui, preso, de onde não sei sair..
E você aí, livre, pássaro que foge!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s