Quando a caneta não acompanha o papel.

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Uma das ciosas mais tristes e, ambiguamente, mais felizes pra este que lhe escreve é querer escrever e não poder usar a caneta e o papel. O braço, dolorido por um mau jeito ao dormir, não acompanharia tantas palavras que explodem neste cérebro. Anda complicado, anda difícil.

Abro então esta plataforma virtual. Já perco as palavras. Ando perturbado com tanta coisa acontecendo em minha vida. Eu sou o eterno Senador sem parlamento que discursa mas não realiza. Porque eu não consigo aprender a desfrutar da pessoa que me tornei? Não seria eu suficiente pra mim mesmo, pro meu coração, pro meu sentimento?

Não seria eu suficiente pra mim mesmo? Repito. Repito. Repito. Diversas vezes sem resposta. Qual o propósito de insistir em investimentos furados pra buscar algo a meu bel-prazer sentimental? Sentimentos: ô racinha!

Eu não sou reflexo do que discurso ser. Eu poderia ter uma vida íntima-sentimental resolvida de tal forma a não precisar me corroer em angústia. Poder-ia, o poder não foi. Independentemente do rumo que as coisas levem, talvez um dia eu caia no clichê de dizer aos ventos que ‘eu pelo menos tentei/eu fui/da minha parte tudo está às claras’. Na verdade esse é um discurso de quem perdeu, eu tenho que discursar entre estes?

Quando a caneta não acompanha o papel, minha vida é melodrama.

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