A dor que deveras sente.

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A dor que eu, deverasmente, sinto.

Dói. E eu não sei porque. Eu sinto uma angústia forte em dias cinzas, sem sol, sem gente. Parece que tudo foge entre meus dedos, estou andando ou patinando? Afinal, Philippe, você é um homem ou uma pururuca? A vida está me pururucando aos poucos num processo dolorido e triste.

Não aguento mais viver no meio de um campo de batalhas onde a qualquer momento uma bomba pode explodir na minha cabeça. O que está acontecendo comigo? Porque eu não vivo? Estou a ponto de explodir, a ponto de olhar o horizonte pela sacada e mirar na garagem lá embaixo, e o pior é que nem assim eu consigo sumir desse mundo, na pior das hipóteses eu ficaria tetraplégico pulando do quarto andar. Nem é tão alto assim. Nem é tão problemático assim. Nem é tão difícil assim. Você dramatiza demais, Senador.

Não, não, não. Calem essas vozes. Socorro. Alguém olha pra mim, alguém cura essa dor, alguém me dê um mínimo de amor! Eu quero minha mãe! Não, não posso querer, ela está longe. Eu quero meu pai! Não dá pra querê-lo. Eu quero morrer! Não tenho coragem. Socorro.

Tem sido difícil encarar diversas situações como simples, normais e rotineiras. Encará-las dia a dia como se fosse fácil, como se fossem simples, está me custando uma dor que vez ou outra escorre dos olhos. Não está sendo possível. Está forçado, puxado. Porque?

Parece que minha vida nunca terminará numa exclamação ou num ponto final, sempre reticências ou interrogação…sempre?

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