O rio.

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Quase além, onde ouvi dizer:
-Ali? Não tem ninguém.
Quando vi, havia muitos alguém’s.
Num susto, já caiu o véu
Tecido a rancor e mágoa
Pra que os olhos, meio míopes,
Avistassem tão longo sorriso.
Quando atravessei o rio,
Em um momento, então, sorri.
E vi, era mais que uma
‘falta de perspectiva e noção’,
Era uma prisão de sonhos
Se libertando. Era um dedo,
meio torto, pras estrelas apontando.
Já, sem o véu das mágoas
Era pura a sensação, correndo
por minhas veias como as águas
de um rio…
O rio que me disseram pra não nadar,
O rio que ousei adentrar,
O rio que quero mergulhar.
Caiu o véu construído a fim de dividir,
Pra que, dentro do rio, eu pudesse
mormente, ver o que, de fato, é existir.
O rio que me disseram pra não nadar,
O rio que quero mergulhar…O rio!

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