Chorinho.

Padrão

Há momentos em que a gente para pra ser perguntar até onde os sacrifícios são necessários pra busca da felicidade. Ora, se o ponto final é a ‘felicidade’, há mesmo a necessidade de sacrificar algo em prol da busca? Fazendo um contraponto, às vezes eu preciso pegar metrô lotado, correr contra o tempo e conseguir uma passagem de volta pra casa: sacrifício em prol de uma felicidade momentânea.

Acho que nunca estive, de fato, preparado pra sair de casa e levar uma vida boêmia desenhada com a cabeça sobre o travesseiro. Mudar a paisagem do teto do meu quarto para a paisagem do quarto no qual eu residiria era muito mais fácil até quando, de supetão, eu tive que fazer essa mudança. Mas no fundo, no fundo, não é de todo mal essa distância toda: meu cachorro passa dias com saudade de mim e não puxa minhas roupas do varal, apenas quer brincar; tenho algo de novo todas as semanas pra compartilhar com os amigos e familiares; tenho um descanso merecido em meio a áreas verdes que são as mesmas desde quando meus bisavós nasceram. Ter tudo isso, em doses homeopáticas, é como não ter nada.

Parece muito agradável viver em São Paulo quando os dias passam rapidamente e num segundo eu já estou findando a semana. É loucura, é depressivo. Porém, poucos entendem (ou entenderão) aqueles que assim como eu tem de deixar seus lares em busca de melhores condições, não pra si, mas para aqueles que acreditaram no nosso sonho.

Que bom seria se meu lar fosse ao lado da minha casa!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s