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Sábados à noite sempre são o auge da nossa vã esperança de que algo aconteça. A gente espera sair, encontrar o amor da nossa vida, rir com os amigos ou até mesmo ganhar na mega-sena. O sábado à noite muitas vezes diz não pra tudo isso. E gente fica esperando.É como fazer uma pergunta já sabendo a resposta. Sábado à noite a gente sempre sai sozinho se imaginando na companhia de alguém. Sábado à noite a gente presencia casais e olha pro lado se perguntando: cadê? Nem é o ‘cadê’ de saudade ou lamento, é o ‘cadê’ de dúvida. Onde estaria a alma que se compadeceria de mim pra viver um  doce amor? E a gente nunca sabe.
Parece que fizeram da solidão o maior castigo da humanidade, uma vida cheia de nada.Parece que nunca será construída a redoma afetiva da qual estamos sujeitos. Nunca? Sábado à noite a gente olha a lua pensando em comentá-la despretensiosamente, mas não dá. Sábado à noite é cheio dos nãos…até quando nossas mãos não voltarão dadas pra casa? Não se sabe, é sábado à noite.

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