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Confesso acordei com saudade daquele dia. Daquele almoço.

Confesso, acordei imaginando o quanto poderia ter sido produzido em matéria de felicidade nesses dois anos. E sequer botamos um tijolo pra erguer esse castelo. Me despedi inúmeras vezes, na tentativa de acontecer o reencontro dramático que só os melhores programas dominicais conseguem fazer. E eu sempre voltei pra dar de cara com a porta.

Eu sinto saudade da imensidão de amor que eu construí esperando uma gota, e no fundo você deslizou sobre essas águas até outras ilhas e outros fortes, eu achando ser forte e guia nas trevas. Na verdade, eu só criei minhas trevas.

Há dois anos atrás eu estendi tapete vermelho pra sua passagem em minha vida, preparei banquete e fiquei esperando…hoje tudo é só pó. A não ser a dorzinha que vai, que volta, que vai, que volta. Mas tudo é ciclo, e talvez não seja nessa vida a resolução dos nossos problemas. Feliz dia dos pais, meu favo.

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