Longe de mim.

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Quando longe de mim,
Abismo sem fim.
Quando longe de mim,
Fico triste, tão assim…
Se tu, longe de mim.

Se sol atrás de nuvens,
Dia cinza, dia assim,
Quando eu, longe de mim.
Fico pensando estar perto de tu,
Mas eu sem tu, tu sem mim
A gente vai e vem, e fica assim
Quando longe de mim.

Finitos, teus olhos são infinitos,
Bonitos, castanhos, maduros, ranzinzas,
Eles ficam assim,
Quando longe de mim.

 

Contudo, não me soubeste.

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Contudo, não me soubeste.

Partiste…o peito.

Buscou todos os lábios que almejei, não almejou o meu. Buscou entender, mas na verdade nunca entendeu que entre as várias vertentes do amor, a verdeira é você. Que entre minhas verdades, a mais sincera se encontra em você. E, de todos os sentimentos, o mais doce é aquele que construí pra ti.

Buscou entender, e não entendeu que a linha da palavra é cortante e que, se busco amizade, já as tenho há anos. Rude, fui. E se quer, busque alguém que faça tanto quanto eu, que sinta tanto em seu peito, quanto sinto no meu. Me fez palhaço em seu picadeiro.

E se sai da sua boca palavra sincera, é pra dizer que eu mereço outro tipo de tesouro…e eu só queria você em meu baú. Quis ajudar, não quis receber ajuda. Quis ajudar a ser melhor, não quis ser melhor. Vai pra quem te pisa, porque isso difere das minhas atitudes. Vai, buscar em outros braços aquilo que, tempos a fio, preparei nos meus para nada.

Tentei explicar…contudo, não me soubeste. Partiste.

Quando seus lábios aos meus.

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Quando seus lábios aos meus,
Eu me sinto, em minha pequenez: Deus.
O mundo parece que some, não existe
Mulher, não existe homem.
A vida vai lentamente, o tempo,
Em contraponto, vai como água corrente.

Na verdade, eu, e tu também,
passo longe de ser Deus…
Quando seus lábios aos meus.

Paixão, sedução, visceral,
Às vezes puro desejo carnal.

Olhar clínico, cínico, desejo doentio…
Não sei quanto amor, não sei a que vim,
Às veze te quero é pouco, outrora,
É muito, sim!

Dois grandes, se entregam e se tornam pigmeus
É assim que eu, criança, me sinto…
Quando meus lábios aos seus.

Tão doces,
Tão assimétricos,
Tão beneméritos…
Quando seus lábios aos meus.

Seus cabelos em minhas mãos,
Suas mãos acariciando peito meu.

Tudo muda, com desfaçatez, mudo eu.
Me sinto ébrio, sóbrio, insano, sensato…

Sou seu e sou meu…
Sempre…Quando seus lábios aos meus.

Você veio!

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E não vim pelos motivos tolos de todos. Não vim pela vodca gelada, pela simpatia da moça do bar ou pela música, em parte, boa. Eu não vim porque a lua está bonita, pelo céu que está bem escuro e porque estou usando meu perfume preferido. Na verdade, no fundo, entre esses poucos mil corações repletos de esperança, cada um sabe a que veio. E eu não sei, de fato, a que vim. Na verdade, eu estou num slackline com medo de tombar em ambos os lados cheios de espinhos. Um, ainda apresenta rosas, o outro apresenta ervas daninhas. Quem, de fato, apresenta o que? Sim…eu vim pra me equilibrar, quando na verdade é uma das coisas mais desequilibradas que já fiz. Se eu vim? Eu estou aqui!

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Confesso acordei com saudade daquele dia. Daquele almoço.

Confesso, acordei imaginando o quanto poderia ter sido produzido em matéria de felicidade nesses dois anos. E sequer botamos um tijolo pra erguer esse castelo. Me despedi inúmeras vezes, na tentativa de acontecer o reencontro dramático que só os melhores programas dominicais conseguem fazer. E eu sempre voltei pra dar de cara com a porta.

Eu sinto saudade da imensidão de amor que eu construí esperando uma gota, e no fundo você deslizou sobre essas águas até outras ilhas e outros fortes, eu achando ser forte e guia nas trevas. Na verdade, eu só criei minhas trevas.

Há dois anos atrás eu estendi tapete vermelho pra sua passagem em minha vida, preparei banquete e fiquei esperando…hoje tudo é só pó. A não ser a dorzinha que vai, que volta, que vai, que volta. Mas tudo é ciclo, e talvez não seja nessa vida a resolução dos nossos problemas. Feliz dia dos pais, meu favo.