Genaro.

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Quando Genaro enlouqueceu, meu bem, me pus a chorar!
Genaro andava de ônibus, mas queria mesmo era voar.
Quando salpicava chuva em seus pés, Genaro via por outro viés,
E louco mesmo era quem de Genaro discordava.
Ao ouvir o canto do vento forte, as janelas punham-se a fechar,
E Genaro, insano, abria-as a fim de colocar as cortinas para dançar.
Se Genaro dizia ser amor, as paixões odiavam sua loucura,
Mas Genaro, quando dizia, era só com palavras de candura!
Medroso e perplexo, Genaro escondia os espelhos,
Tinha medo de ver cair os cabelos, aparecerem rugas,
Ou até mesmo virar um coelho.
Genaro, quando ia e vinha diversas vezes, perguntava-se em alto e bom tom
-Para onde vão essas pessoas? O que pensam? É algo ruim ou algo bom?
E Genaro então, não sabia que era um deles.
Mas sabe, meu bem, Genaro não era mesmo!
Genaro tinha muita coisa pra pensar, pouco tempo pra realizar.
Aí todos perguntavam se Genaro, de fato, era o louco.
Talvez. Quem sabe? Um pouco!
Genaro não tinha medo de lutar,
contra seus gigantes eram os problemas. Matemática, amor e dilemas.
Mas assim que eles surgiam, ah benzinho, Genaro escrevia poemas!
Punha-se, então, o Sol no horizonte, e Genaro, sabe-se lá de onde,
Tirava do peito os passarinhos, soltava-os para voltarem aos seus ninhos.
E Genaro, o louco, na verdade era normal.

O triste, meu bem, era que ninguém entendia
Que o problema de Genaro, fazia mais bem do que mal!

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