Abre a janela.

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Eu abro sua janela para que o vento entre. Ele canta e bate ela. Venta frio.

-Fecha!

Eu fecho. E estou do lado de fora, sendo levado como folha ao vento que vai e vem. E a prosa de janela, coisa de comadre de interior, nunca mais.

Pela janela eu ouço teus sons. Sinto, de longe, seu cheiro sendo levado pelo vento. Vão eles, fico eu.

E a prosa de janela? Não a abro mais…covardemente fico ali, sentado sorrateiro esperando você abrir e perguntar como está o tempo. E se você abrir sua janela pra mim, meu jardim se floreará pra você. Talvez o vento vire brisa, porque brisa é amor, vento é paixão.

E quem sabe, então, a prosa de comadre se estende e meu olho não fica mais tão vago, tão lá, tão longe…E quem sabe eu fique, de vez, na sua janela.

Posso ser bolo quentinho se quiser se alimentar. Posso ser suco fresco se quiser se refrescar. Posso ser porta se quiser sair, ou brisa se quiser ter beijos de sentimento. 

Eu posso ser o infinito, se você abrir a janela. Eu posso conversar com você, e você me entender e rir das minhas piadas tolas, se você abrir a janela.

Se você abrir a janela, quem sabe eu seja menos covarde. Quem sabe você, por um lapso ou outro, resolve abrir a janela…e com a janela aberta, ah…abre a janela que eu te conto!

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