Exceção minha.

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E nessa confortável distância abrimos um enorme abismo entre nós, já não há data marcada, já não há visita inesperada. Há adeus, porque você é minha exceção e excedendo amor eu me despeço, amor.

Estou partindo na busca incessante da minha parada, já não é você, sou eu. Sou eu e um mundo me chamando pelo nome e sobrenome, me entregando credenciais e liberando catracas, sou eu que estou partindo, sou eu que estou dizendo que não dá mais.

Não há motivo pra conviver com teu fétido amor, com teu olhar negro, com tua falta de expressão. Não mande notícias, não responda as cartas, não venha. Fique, fique e releia minha letra trêmula, fique e entenda que não é você, agora sou eu e o mundo.

Sou eu sozinho, de novo, indo atrás, de novo, dos meus sonhos, de novo. Você é e sempre será a pessoa pra quem abro exceções, pra quem desmonto minhas teses e desconserto minhas frases…você é a exceção do meu coração, a exceção da minha palavra, é o ardor do meu peito, é a voz que me levanta, é o adeus que me faz chorar, é a minha partida, é a minha chegada, é o meu tudo no meio do nosso nada. Você, minha maravilha, é a exceção do meu sentimento.

Você é (e sempre será) minha morfina, minha droga, meu passaporte e meu sonho. Você é a minha única exceção, mas a vida segue pra nós e se o acaso, o rei de todos, nos encontrar de novo? Não sei, eu só preciso acreditar nos meus caminhos.

Aqui vou eu. Adeus, exceção minha, amor meu.

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