7 Adeus.

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E eu já nem sei se nessa história eu sou espectador ou ator. Se sou vilão ou mocinho. Se somos nós ou apenas nó.

As fotos estão rasgadas num chão de puro cimento, a água não penetra nenhum pedaço mas leva todos, que seja pro bueiro da saudade.

Há quanto perseveramos por sonhos diferentes e andamos por caminhos diferentes. Já não sei onde é meu lar, ele não é onde está você ou sua voz. Que seja em nossas canções, que seja onde esteja meu coração. Que haja coração  pra estar em algum lugar.

Se fazemos e vivemos diferentes vidas, eu lhe digo adeus e lhe permito ir, lhe permito fugir de uma cela que nunca lhe prendeu, de um coração que nunca foi seu. Eu estou indo amor, pra longe, amor.

Eu estou lhe dando o meu abraço mais triste e choroso, eu estou partindo pra um futuro que você se recusou a seguir comigo. Eu nem lhe convidei. Eu nem lhe disse quais eram os planos, eu nem ousei e errei. Perdoa, amor.

Eu já nem sei se mocinho ou vilão são os títulos do roteiro que me deram, talvez eu tenha sido coadjuvante e te deixado dançar sobre meu palco.

Vivamos, nessa história eu não sei se sou plateia ou elenco. Adeus amor, adeus 7.

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