Retrospectiva pt. 2 /Das glórias.

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E depois de muito lamentar, entre altos e baixos olhs pra 2012 como uma mãe deve olhar um filho num dia de glória: quantas surras ele não levou pra estudar e conseguir chegar ali? É mais ou menos isso, quantas intempéries aconteceram pra que eu pudesse hoje valorizar o ano que correu.

Em 2012 não dá pra fazer uma coisa cronológica das coisas boas que me aconteceram, tão intensas que foram. Das memoráveis ficam:

  • A vez em que mesmo demasiadamente tímido eu consegui subir num palco e ganhar uma camiseta pra uma amiga. Foi difícil e eu tive medo de perder, claro, mas eu nasci pra brilhar e ali eu lutei, ainda que dançando Gretchen, por um ideal. Valiosíssima experiência.
  • Por um acidente e nada planejado fomos eu e amigos no carro da minha mãe pra uma balada gls. Entendi que as músicas certamente são mais dançantes, que eu posso ganhar uma dose grátis se sorrir e que cresci com uma imagem vendida que não corresponde ao produto. E que tem gente que precisa colocar a cabeça para os tempos em que vivemos.
  • Lidei com diferentes problemas com maestria, me perdi, deixei cair os copos da bandeja, mas reconstruí tudo novamente. Quão gratificante é saber que a gente já passou por altos e baixos e continua ali no ideal? Infinitamente.
  • Tive prova verdadeira do amargo da amizade, aquele momento em que você precisa e não tem ninguém…e eu tive. Com certeza este marco me fez ter a real certeza de que embora a gente nasça e morra sozinho e não passemos por essa vida apenas sorrindo, temos sempre alguém com quem contar por um momento. Mas também passa, o tempo corre pra todos.
  • Num momento de desânimo entendi que é preciso mais pra que eu caia. Repus as ideias nos lugares, os livros nas prateleiras e continuei na luta pelo sonho da universidade e consegui dobrar gigantes na primeira fase como Fuvest e Unicamp. Quem diria que a prova que eu mais achei difícil seria a que me colocaria na segunda fase? ””Dobrei-lhe Fuvest, quem és tu? Também tive um presente dos melhores: fiz 900 pontos de 1000 na redação do Enem, não é motivo pra ter orgasmo?

Embora eu tivesse perdido muito, inclusive a minha bisavó, foi um aprendizado pra que eu viva cada dia do seu jeito, às vezes ruim, outras muito bom e assim vou seguindo. Eu não sei quanto eu ainda tenho pra viver, quantas pessoas conhecer e quanto eu tenho pra fazer nessa vida, sei que com certeza conheci as melhores delas, perdi as piores, tive meus amores doloridos e estou em paz comigo. Doeu muito 2012, mas eu aguentei firmemente.

Como disse uma amiga, 2013 vem com surpresas de patinete e eu retrucando espero que ele não bata na minha canela porque ele é que pode se machucar. Criei um projeto e o seguirei, eu tenho meus sonhos e minha vida, quem vai tirá-los ou vivê-los por mim? Ninguém.

Tudo está lá, em algum lugar, e eu estou indo buscar.

Tu és forte Philippe, tu és forte!

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