Praga ou virtude?

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E fez-se em nós silêncio e constrangimento. Fez-se o silêncio daquele eu, desconhecido, que muito disse. Perdoa a embriaguez, perdoa a falta de sensibilidade, fui verdade e fui bruto.

E numa inocência tal qual a de criança desenhando relógio em meus braços, eu lhe vi. Tua gota d’agua fez meu oceano e fiquei mareado.

Praguejaste-me, Iemanjá?

E no vai e vem, balança e segura, em tua proa pulei, viste-me em teu convés e sobre o sol não pude enxergar qual foi teu olhar para mim, o que pensava, ou se iria me jogar novamente aos mistérios da infinitude azul. O sol escondeu tua face de mim e em tanto brilho sequer confirmei a perfeição tão imperfeita. Estou mareado, quero terra.

Perdoa a atitude que me permitiu dormir, ah que cruel, mas que fique com plenitude em tua mente: fui verdade. Sou.

Praguejaste-me, Iemanjá? Ou estás me dando o baú de ouro que tanto procurei?

Não estou ébrio…estou mareado por teus olhos, ah teus olhos!

És praga ou virtude?

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