Bem aventurados os que não sentem.

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Bem aventurados os que não sentem…

…O amor, o carinho, o frio na barriga. A vontade de fazer mil planos, os jantares planejados na mente, a surpresa no meio do dia que ainda não veio. As fantasias pré-sono, a insônia que gera fantasia, o dia que nos coloca em situações que nos levam às fantasias.

Bem aventurados os que não sentem os nãos, as falhas das investidas, as falhas do amor. Os que não sentem a vontade de fazer tudo ser perfeito, de calcular os ângulos do beijo enquanto lava a louça pós-jantar, de rir de uma piada tola ou até mesmo uma interna. Bem aventurados os que em meio a tantos não se sentem sós.

Bem aventurados os que não querem ter pra si um coração, que não querem entrelaçar mãos às suas e apresentar aos amigos próximos o motivo do sorriso no peito.

Oh, quão bem aventurados os que não carecem de amor? Os que se esquecem da doçura do sentimento e da amargura que o mesmo pode trazer. Os que o vivem quando podem, não quando acontece do nada.

Ah, quão bem aventurados os que não sentem, não amam, não almejam corações, não querem você como eu quero.

Bem aventurado o que não escreve, mas que te diz, que te demonstra, que te ama em reciprocidade. Bem aventurado é o seu cúmplice e eu sentenciado às palavras, à luz desse céu imenso que me faz menor ainda, mas você me engrandece quando fantasio.

Bem aventurados os que te sentem de verdade. Porque não eu?

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