Façamos.

Padrão

Há um parâmetro que divide o que de fato eu quero do que de fato eu preciso.

Eu quero um mundo, mas eu preciso apenas de uns bons metros dele. Kilômetros quem sabe, tudo que exagera ao que é necessário torna-se peso e não roldana.

Talvez o que de fato defina o meu querer não é encontrado aqui neste momento, neste lugar, neste ano. Faço planos pra daqui dez, vinte anos, viverei o próximo? É querer ter ruga demais preocupar-se com o que nem se sabe o que é. E aí eu me deparo com vários questionamentos próprios, feito da razão pro coração: É o que eu quero? O que preciso? O que me faz feliz?

É bobeira alimentar as nossas víboras com tanta dúvida, se já se pergunta isso é porque certamente não estamos seguindo a rota certa. Não há dúvidas quando se faz o correto, teme-se sim o que pode dar errado porque o certo já está sendo feito. Acho que tenho sido um pouco isso: se há pergunta, há incerteza. E eu sou das exclamações, não das interrogações!

É como se eu notasse por mim mesmo que meu romantismo é a minha solidão e logo amadureço, percebo que junto das minhas pétalas estarão todos os meus espinhos e se por ventura houver pétalas demais, uma cai e se fere. Ninguém está preparado para lidar com os nossos espinhos, nem nós mesmo, porque eu exijo tanto de alguém que nem se materializou?

O querer revolucionar o mundo tem sido maior do que qualquer coisa, e de fato admiro os que conseguem, é sinal de que se auto-revolucionaram e expandiram o desejo. Eu quero fazer parte desses. Tento, a cada dia. Mas dói demais deixar um sonho pra trás, um desejo, uma vontade tão infantil, mas se de fato é preciso fazê-lo: façamos. Deixemos de lado as frivolidades da vida que nós mesmos inventamos.

Se a hora é de fazer história, se o desejo é de revolução: que não fiquemos fazendo nada. O nosso fracasso é só nosso, o sucesso também. Façamos.

”a vida nos envolve tanto que o tempo passa sem fazer ruído”

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