Bordoada!

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Bordoada da vida na cara!

A gente acha que tudo tenderá ao péssimo todo dia, toda hora e a todo momento. Aliás, eu poderia estar imaginando que neste momento um raio poderia cair em cima da minha casa e queimar meu computador, ficaria sem esse post e sem os cabelos. Mas mais do que isso, coisinhas do dia a dia que a gente não percebe. Por exemplo, troquei de terapeuta. Não definitivamente porque hoje foi a primeira sessão, mas troquei e paft na cara: era necessário e percebi depois de tempos.

E acho que junto dessa mudança estão vindo tantas outras, achei que minha vida tenderia ao marasmo e eu morreria antes do vinte e um de dezembro. Hoje saí da terapia e antes que pudesse ir tomar um café com minha mãe, fui até a secretaria da faculdade pra qual prestei vestibular ontem e vi meu nome lá, entre cento e oitenta famintos por uma mudança eu estava lá, no décimo segundo lugar. Estava lá como fruto de um trabalho nem tão bem feito, posto que levei o cursinho às coxas, (ainda levo), mas de certa forma nunca foi plano de vida fazer direito. Tornou-se esse ano. Imagina, eu todo transgressor trabalhando com leis…hm, leis não, farei pra lecionar, pra lidar com alunos e almas tão em apuros quanto a minha. Com tantos fdps parecidos comigo agora. Enfim.

Ainda tenho muitas provas pela frente, porque nessa vida ninguém passa sorrindo, mas irei com o peito livre: há uma luz no fim do túnel, essa é certeira! Talvez essa aprovação represente o fim de tanta reprovação de mim pra mim mesmo. Chegou a hora de aprovar. Aprovar um horário pra endocrinologia, outro pro dermatologista, um encaixe num dentista, um terapeuta novo, um horário cabível numa academia, uma festa na qual eu me encaixe, pessoas que sejam alicerce também, não apenas escoras. Acho que as promessas do começo do ano estão se antecipando, e daí? Quem define meu ano sou eu!

Fulano não teve a reação que eu teria? Não fez o que pedi? Há complô dentro desta casa? Estão falando etcss e tais coisas sobre a minha pessoa? Por favor, me convida porque quero saber onde falhei no plano: da minha vida eu é quem presto contas. Eu quero dias cheios de tudo, de pessoas, de olhares vagos, desesperados, quero angústia que termina em horas, quero filme romântico, quero pé colado no pé, quero ouvir voz sussurrada e grito de espanto.

Eu quero viver mais, muito além do que eu programei. Eu quero dar e receber muitas bordoadas, afinal:  eu sou senhor de mim mesmo, só não me formei nessa matéria ainda!

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